segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

EMPREGOS

Buenas, como já estamos todos devidamente empregados, ou melhor, sub-empregados, resolvi fazer o post falando sobre o trabalho na Irlanda, essa rica ilha cinza e maldita de frio do capeta.
Vale ressaltar que eu já estive empregado antes, trabalhei um mês como rick shaw, aquele táxi bicicletiano de bêbados na madrugada de Dublin. Por isso vou começar com o primeiro empregado, o Zarnott.

Zarnott, o rick shaw
Bom, a vida de festas e curtição tem que dar lugar ao trabalho duro uma hora né meu amigo? Dinheiro não é infinito como muitos pensam. E ai, aquela ideia repugnante no inicio quando eu fiz o mesmo trabalho, já nem parece mais tão ruim hahaha. Vou dar a minha visão: Péssimo! Ficar pedalando aquele trambolho pesado a madrugada inteira simplesmente não me serve. Gente bêbada te xingando, irlandesas oferecendo tudo que tu podes imaginar por uma carona, apertando teus glúteos enquanto tu pedalas (essa parte não é tão ruim). DESCULPA Marina, aconteceu uma vez, não foi culpa minha, e as meninas que me ofereceram uma amostra grátis de suas peitcholas foram recusadas, então, estou com créditos. Enfim, o pior é que tem dias que tu quase não faz dinheiro, além disso tem que fazer a caminhada da vergonha, após horas e horas de trabalho árduo voltando a pé da garagem até a sua casa, só pra ficar sofrendo o resto do dia porque tem que ir de novo a noite. Detalhe: O aluguel da bike varia de 80 a 100 euros, então os primeiros dois dias, tu trabalha só pra pagar o aluguel, e isso nunca, eu repito: NUNCA sai da tua cabeça durante o trabalho. Mas acho que o amigo Zarnott ta mais positivo que eu quanto ao trabalho, pois segundo ele: ‘’eu nasci pra noite’’, não vou EU discutir com toda essa convicção né. Mas apesar de tudo, da pra dar umas risadas, e com certeza é um trabalho que disponibiliza muita história pra contar. Ah, nesse trabalho tem gente que te da 5 euros e gente chega a dar mais de 20, depende do estado de embriaguez, então por dia se tira entre 30 e  sei lá, 150 com muita sorte, não da pra ter margem, mas acho que uma média de 50 a 70 por dia é razoável. Vale lembrar que o aluguel que mencionei a cima é semanal, então façam as contas ai J



Marina e os chineses vendedores
A Marina é quem mais se deu nessa história, ela trabalha há mais tempo e tem que ficar na loja quentinha com cheirinho a Hugo Boss. A loja dela é toda branca, cheia de enfeites requintados para casa. O trabalho dela é simples, falar e ser simpática, então já da pra ver que ela não enfrenta muitos problemas.  A não ser é claro, quando em meio as vendas os chineses resolvem lutar kung fu,  depois gritar e chorar, e espantar todos os clientes da loja. Falando em clientes, aturar os odores europeus, gente quebrando coisas, nenês insanos e ladrões não deve ser mole também. Ela é a única que recebe por hora de trabalho (9 euros por hora), e a única que pode contar com o dinheiro garantido, isso é uma boa vantagem, apesar de ela só trabalhar 3 dias na semana (15 horas por semana). Ainda assim, ela aproveita para fazer uma graninha extra em épocas específicas como Natal e Dia dos namorados, que aqui é 14 de fevereiro   só pra eu gastar em euro no presente ¬¬.

Gabriel, O herói.
SIM-EU-SOU-UM-HERÓI. Tu não leu errado. Eu já fui Rick Shaw, ou seja, ajudei bêbados e bêbadas e não ficarem perdidos e, é...  bêbados, pelas ‘’perigosas’’ ruas de Dublin. Depois disso, passei por um período totalmente deprimente de não fazer NADA, o que realmente me deprimiu, causou crises de ansiedade e outras coisas. Enfim, resolvi mudar o panorama. Fui atrás de trabalho voluntário. Consegui dois, Em uma loja de caridade para crianças com síndrome de down, que era 3 vezes por semana das 9:00 as 13:00 onde eu arrumava o estoque, colocava preço nas roupas e produtos (vende de tudo lá) , limpava e tomava chá com as vovozinhas colegas de trabalho. O segundo, ainda esta em fase de conclusão, porque estou na espera de um documento da Garda (policia daqui) dizendo basicamente que eu tenho a ficha limpa. A partir dai, aos finais de semana vou treinar uma equipe de futebol  infantil composto por crianças com. E agora, essa semana, noticia fresquinha, consegui um emprego full-time!!! SIM, UM EMPREGO, EU NÃO VOU MAIS SER (TÃO) POBRE!! E olha que eu quase perdi! Estava escrito no email que recebi da empresa quando eles me chamaram para a entrevista: “CALL INTO our office at 18:30’’, eu com meu inglês avançado me achando, li o ‘’call’’ e já me planejei para LIGAR para o escritório as 18:30. Bom, eram 18:00 e eu falei pra Marina que aquilo estava meio estranho, resolvemos conferir. E o amigo google nos disse que CALL INTO, em termos profissionais sempre quer dizer estar presente de maneira física. Resumo, eu nunca fiz uma barba tão rápido, pulei num táxi na frente de casa e no final deu tudo certo. Fui empregado por uma INSTITUIÇÃO DE CARIDADE QUE AJUDA A RESGATAR E CUIDAR DE ANIMAIS ABANDONADOS!!!! E AGORA EU PERGUNTO!!! CADE A MINHA MEDALHA DE CIDADÃO DE HONRA????? É o mínimo né???
Enfim, o trabalho em si é simples.  Fico em frente a um super, shopping ou qualquer lugar que as pessoas saiam com trocados. Uniformizado, seguro uma bandeja contendo pirulitos, adesivo,  um cofre e peço ajuda das pessoas. Qualquer quantia eu ofereço um pirulito, acima de dois euros um adesivo. O pagamento é de 30 euros se eu conseguir menos de 100 euros, se eu conseguir mais recebo 30% do valor arrecadado, ou seja, vou receber no mínimo 150 euros por semana garantido já que trabalho de terça a sábado. Bom, até agora já trabalhei um dia, fui totalmente despreparado, sem roupas, dinheiro ou comida, foi muito louco. Fui levado para uma cidadezinha de carro por um casal de russos estranhos. Depois, me deixaram em um lugar que era proibido, fui corrido. Ai o único outro lugar decente da cidade estava ocupado por uma espanhola de outra empresa, ai rolou meio que uma disputa territorial. 
Escondido da chuva em um Pub em Malahide a procura de um local para pedi doações.

Liguei pra chefe que me mandou ir a outra cidadelinha próxima, depois de ficar meia hora na parada errada tomando chuva de pedras na cabeça, consegui perceber que estava no lugar errado e peguei o ônibus. Cheguei em Swords, a cidadelinha, e fui ao shopping, lá fui corrido outra vez, droga. Então fui perguntando na rua onde havia um super, e o único do local era na estrada, então segui caminhando por uns 15 minutos na chuva até encontrar o lugar. 
Me protegendo das pedras de gelo em baixo das árvores a procura do super

Lá me posicionei nos carrinhos, porque para libera-los da fila é necessário uma moeda de 1 ou 2 euros. Quando devolvidos os carrinhos, a moeda volta ao dono. E é AI que eu me dei bem. As pessoas ficavam sem jeito por estarem com uma moeda na mão e não doarem. Claro que sempre tem os que fingem que tu não existe ou os que dizem ’’eu faço doações toda hora”. Isso é para não sentirem culpados. Um caso muito legal foi o de uma francesa que viu que eu estava congelando e ficou papeando comigo, disse que já tinha morado em São Paulo e tudo mais, perguntou se eu já tinha bebido algo quente aquele dia, eu disse que não e ela foi embora. Passados alguns minutos, ela aparece de novo com uma térmica cheia de café com leite e uma sacola com bananas e barras de cereal. Algumas pessoas são simplesmente FODA. Fora isso, fui interrogado sobre os  centros que ajudamos porque agora saiu na mídia noticias de empresas que roubam todo o dinheiro e enfim, conheci gente muito legal, recebi dinheiro de gente que não esperava, e digo mais: As pessoas mais BABACAS, grossas e idiotas eram as mais bem arrumadas e nos melhores carros. Posso dizer isso porque posso não doar sempre que me pedem, mas sempre tento ser gentil com todos, e da pra ver quando se esta nessa posição que ainda tem muita gente babaca no mundo, mas as pessoas fazem tudo valer a pena. Depois disso, ainda tem uma longa volta ao escritório, contei todas as moedas, e fui pago, e ai sim fui para casa satisfeito.

Isso acontecia quando eu ficava muito tempo no mesmo ''guarda-carrinhos''

E isso logo após eu me mudar para outro porta-carrinhos
Bom, agora serão dois meses de ralação e depois vamos viajar muito para finalmente voltar. Demorou 7 meses, mas engrenou, agora não pode parar! Vai dar tudo certo!






NOTA: Como esse post é sobre força de vontade e muita luta, quero deixar em nota meu apoio ao grande amigo Paulinho, uma das pessoas mais maravilhosas que tive a oportunidade de conhecer e que se encontra em estado grave na UTI. Rezei apenas uma vez nesta viagem, e foi por ti! FORÇA!! E em breve vais sair desta porque tu é forte e vais estar lendo essa pequena homenagem!! 

domingo, 5 de janeiro de 2014

TOP 10 TOTAL FECKING FAILS !!

10 - LADO ERRADO DO TAXI


Basicamente, os carros e o trânsito são ao contrário aqui, como geralmente sou o mais alto da trupi, nas primeiras sei lá quantas vezes que tivemos que pegar um transfer eu sempre me pegava entrando no lugar do motorista com a maior seriedade, e o mesmo ficava me olhando com uma cara de tacho. Pequenas vergonhas da vida, normal. Outra coisa que acontece muito no inicio é olhar pro lado errado, já quase fui atropelado uma ou outra vez mas sempre tem alguém que te alerta ou vice-versa.


9 - MOEDAS NO PIZZA HUT

Quando uma namorada pode querer se esconder no banheiro na hora de pagar a conta? Quando tu vais pagá-la com uma sacolinha do pois-pois vinda do Brasil cheia de medas de 5,10 e 20 cents. E foi exatamente isso que eu fiz. Comi por meia hora contei moedas por uns 25 minutos e na hora de pagar ela fingiu um aperto bexigal para escapar da vergonha. Mas não teve jeito, enchi a bandejinha do cara de moedas que nem se deu ao trabalho de contar. E a pobreza segue sem limites. A conta era de 20 euros.


8 - O PROFESSOR

Ah professor, AAAAAAAAAAAh... o pior professor que já tive na vida, substituiu o querido John por uma semana. Uma semana, INFERNAL. Na primeira vez que ele falou comigo, estava conversando em grupo o que era a tarefa, e ao mesmo tempo rabiscando listras no caderno, porque tenho essa mania, me ajuda a pensar.  E suas primeiras palavras foram “ISSO É AULA DE CONVERSAÇÃO, NÃO DE DESENHO, FECHA O CADERNO”. Ah, dai já deu né, perdi a vontade de fazer qualquer coisa, inclusive as atividades desnecessárias para alunos de inglês, que precisam do mesmo para o dia-a-dia e não para virarem doutores em literatura inglesa. Tratou a todos como crianças. Imagine, engenheiros, educadores físicos, enfermeiros sendo tratados como crianças em uma aula que deve descontrair e ajudar a passar pelos perrengues do intercâmbio. E ai comecei a agira como criança realmente, só para encher o saco mesmo, já que não podia tomar atitudes mais drásticas para não arriscar o visto. Dei graças a deus quando a semana acabou.  


7 - S.C. INTERNACIONAL

Não sei nem o que falar, saudades do Brasil me dava um desejo maior de ver meu time bem, mais do qualquer ano. Minha cabeça enxerga isso como uma forma de compensação por sei lá, estar aqui e sentir que algo deve me dar uma alegria extra. Mas não foi assim, que ano. Não se aproveitou nada, time lento, sem vontade, sem criação, sem nada. Mas tudo bem, torcer é bom por isso, se fosse bem sempre nunca valorizaríamos as conquistas. MAS NÃO PRECISAVA SER ASSIM NO PROVAVEL ÚNICO ANO QUE EU VOU MORAR COM UM GRÊMISTA DOS MAIS CHATOS NA MINHA VIDA, PUTA MERDA INTER!


6 - COMO ENTRAR NA EGALI HOUSE?

Talita e eu, que viemos no mesmo voo, pegamos o mesmo transfer e moramos juntos por 3 semanas, tivemos sérios problemas para conseguir entrar no nosso apartamento. Deveria ter alguém da Egali nos esperando, não havia. Aqui os prédios as vezes não tem números só nomes, o numero do nosso apartamento era 19, mas nós não sabíamos disso e procuramos um prédio de numero 19, quando nos demos conta que não haviam números nos prédios conseguimos deduzir pelos numero do interfone qual era a porta certa. Entramos, e quem é que disse que a porcaria do elevador subia? Ficamos lá com aquela porta abrindo e fechando e uma coisa robótica falando por horas, isso tudo atulhados de malas né. Enfim, saímos e subi pela escada, onde encontrei uma porta aberta e sem ninguém dentro no numero 19, nisso a Tal já estava do outro lado da rua ligando sabe deus como do orelhão pra alguém da egali e as malas vai saber por onde andavam. No meio disso tudo já havia uma menina na frente da porta e nos entravamos e saiamos sem malas nem nada e ninguém se reconheceu, alguém por algum motivo falou alguma coisa e ela finalmente nos levou para o apartamento que era o vazio mesmo pelo elevador, que tinha uma senha para cada andar. Que função. 



5 - QUEBRAR O DEDO

Quebrar, luxar ou sei lá o que aconteceu com o meu dedo foi simplesmente ridículo. Jogar basquete aqui já é um parto, porque tem que se pegar um ônibus enjoativo por mais de uma hora pra qualquer lugar onde ocorrem os jogos, mas tu vai porque tu ama aquilo, e é legal jogar em outro país e tudo mais. Então, numa despretensiosa roubada de bola, tu torce teu dedo que vira uma bola, e ai fica dependendo de gente desorganizada do seguro, que não te entendem ao telefone, que mandam um médico estranho as 5 am na tua casa, só pra dizer que tu precisa de um raio-x. COMO SE EU JÁ NÃO SOUBESSE!!! Então, o médico nem te olha, literalmente, porque ele fica em algum lugar que tu não vai, nem pra saber como é o rosto do individuo que esta te ‘’cuidando’’. Mas é isso ai, esporte é saúde.


4 - Tango... Passion¿

Bom, no inicio da minha estadia logo procurei a algum lugar para continuar uma paixão, o tango. Com alguma lábia consegui aulas gratuitas. Até ai tudo bem. Então, devido a falta de experiência das minhas partners eu comecei a achar que não estava evoluindo da maneira que eu esperava, as aulas não estavam rendendo. Eis que, um belo dia surge uma aluna nova e eu, como estava sobrando virei o par dela nas aulas. Pessoal, ela era uma coroa russa, de uns 2 metros e sem um braço, o que eu imagino que ela deva ter perdido na guerra fria matando americanos com seus próprios dentes. Até ai tudo certo, não tenho preconceitos e acredito que qualquer um merece uma chance e enfim. MAS, quando começamos a dançar juntos, além de ela não dançar nada, ela tinha um BAFO a MOFO e ESGOTO simplesmente insuportável, e ela dançava rindo porque óbvio né, estava lá faceira com seu gurizão. Fui a mais duas aulas, e o bafo a mofo só piorou, a ponto de me causas arcadas de vômito. Foi foda cara. Gente que quer dançar salão, mesmo se tiverem 2 metros e apenas um braço, fiquei cheirosos, seus pares agradecem. Mora da história, parei de fazer aula e agora procuro por outra.


3 - FRANCESA “TARADA”

Se um check-out do hostel for as 10:00 am, tenha certeza de que as 10:30 depois de 3 batidas na porta tu não estás peladão no meio quarto para entrar no banho hahaha. Deixa eu explicar, o chuveiro do quarto não tinha lugar para pendurar nada dentro da salinha onde ele ficava. Então era preciso se pelar fora da salinha e entrar depois  em um chuveiro muito interessante por sinal, no qual se aperta um dispositivo que faz a água jorras por uns 30 segundos antes de cessar, bom para o meio ambiente ou sei lá, conta de luz talvez. Enfim, lá estava eu atrasado e despido, quando a senhora francesa que ia limpar o quarto ‘’vazio’’ simplesmente entra. Eu estava na porta do banheiro quase e com um grito de ‘‘NOOOOOOOO” , pulei para dentro como um gato fugindo de um cachorro. Só me restou ficar escutando “DESOLÉ DÉSOLÉ’’ do lado de fora enquanto respirava fundo e ria sozinho.


2 - RICK SHAW

Nossa, sem comentários. Eu NUNCA mais reclamo de trabalhar em uma academia. Esse é simplesmente o PIOR emprego do mundo. Tá, não deve ser o pior, sempre tem alguém mais na merda que a gente né? Enfim, esse é o táxi pedalante da madrugada de bêbados. Basicamente, carrego bêbados em um carrinho bike para lá e para cá durante a madrugada. Bêbados que gritam, xingam e sabe-se deus lá mais o que. Umas Irish até já apertaram e elogiaram meu popô, e outras me pediram uma carona em trocar de mostrar as peitchólas (não aceitei) (MARINA NÃO GOSTOU E ME BRIGOU HAHAHA). Ai, tu tem que levar a bike pra garagem e voltar a pé, depois de horas de trabalho, porque para lucrar algo tu tens que trabalhar um zilhão de horas por dia e o lucro nem bom vai ser, fora o frio e a chuva. Ah, eu parei porque a bateria do negócio dura tão pouco que tu acaba carregando gente morro a cima no final da noite só na perna, depois de duas semanas meu joelho doía tanto que eu mandei o emprego pro saco. É muito pra mim. 


1 - QUEBRAR A CANELA

Virada do ano, ÊÊÊÊÊÊ, 10 segundos para meia noite, ÊÊÊÊÊÊÊ, vamos subir em um caminhão para ver os fogos, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRGHHHH, cai de canela, doeu muito, meu beijo da meia noite foi todo torto, meu deus. Em um segundo de 2014 me quebrei, é muita burrice. Cheguei em casa em 20 minutos, noite totalmente fail, ninguém merece isso. Até minha mãe teve um ataque de risos da minha cara via Skype, que fase. Pelo menos acabou tudo em risada no final da noite. Segue o baile. 



THE END

FOR NOW

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

TOP 10 FLAWLESS WINS

Retrospeccionando em clima Global o intercâmbio, minha mente perturbada chegou nestes 10 momentos incríveis e memoráveis da minha viagem. Alguns não podem ser mencionados devido as visualizações de pais e familiares hahahaha.

10- The Bro Code 
Teu amigo/flatmate te avacalha a vida inteira por causa do vício em uma série, ai em um Natal despretensioso e desfamiliado, com tendência a deprê, ele vai lá e te da a ultima coisa que tu esperava dele no mundo, ahahahaha ô vida.



9- Conquista da moradia 
Depois de quase 3 semanas caminhando por toda cidade, de se apavorar e de ver os lugares mais bisonhos possíveis, quando se está a um dia de terminar o prazo da acomodação, algo surge. E que alívio foi finalmente entrar no apartamento do qual vos escrevo neste momento com as minhas malas e dizer: “Lar doce lar”. Tudo bem, no primeiro dia eu tive que fazer torrada segurando ela com as mãos na boca do fogão porque não tinha nada, também pendurei as cuecas na haste da cortina porque não sabia usar a máquina, mas agora está completinho e esperando visitas.



8- ECM College 
Quem me conhece sabe que não sou aquele fã de sala de aula, mas no inicio foi realmente muito importante, as amizades que fiz lá me sustentam até hoje, sem falar das cabeçudas que chegaram comigo lá em junho e devem se identificar com algumas coisas desse texto. Mas enfim, ECM me ajudou a manter a cabeça no lugar e nossas idas a museus e parques durante o verão mantinham minha motivação alta.




7- A prisão
É importante conhecer a história dos lugares. Pra mim, estar em um lugar só por estar não é bacana. Kilmainham, prisão no passado, museu no presente, é uma pocket aula de história da Irlanda. E o mais legal é que é tudo tão recente que ela pode ser contada com detalhes minuciosos. Além disso, o lugar tem uma energia muito forte, é possível estar nas celas dos caras que lutaram pela independência da Republica da Irlanda, e hoje, nomeiam as principais ruas de Dublin, nas quais andamos diariamente. São descritos também, o que era feito com os prisioneiros, assim como, casos pessoais. O mais chocante foi um casamento que ocorreu no dia da execução do noivo.  Após o casamento, foram concedidos 10 minutos em uma cela para o casal. Um oficial britânico ficava do lado de fora da cela, avisando, minuto a minuto, quanto tempo lhes restava. Conhecimento, cultura e comoção.



6- Casa da Anne Frank 
Amsterdam é muito legal em tudo, cidade ótima que deixa difícil escolher algo específico, mas a casa da Anne Frank tem muita energia e só quem entra lá entende. Subir aquelas escadinhas miúdas nos faz pensar em muitas coisas nas nossas vidas.



5- Esporte 
O esporte continua me proporcionando as maiores alegrias. Além da estreia em quadras internacionais pelo Basquete, assistir Ibrahimovich ao vivo pelas eliminatórias da copa foi especial, até porque ele não estará na dita cuja.  O que o cara joga é uma piada e de bônus ainda vimos um gol do Keane pela nossa querida Irlanda. Outro momento grandioso foi a final da copa das confederações em um pub todo verde e amarelo que urrava num misto de saudade e nostalgia o seu hino nacional. Nesse dia ganhamos Brahma do dono. Por ultimo, a visita ao crocke park, o quarto maior estádio da Europa que abriga os principais jogos da Associação Gaélica de Esportes. Lá aprendemos tudo sobre os esportes nacionais (hurling e futebol gaélico) vistamos vestiários, entendemos as regras e até arriscamos umas jogadinhas. Parabéns a esses caras que jogam sempre pela cidade onde nasceram sem ganhar um centavo por isso. Amor ao esporte ainda existe.



4- O dia 20 de Julho
Um reencontro romântico com a minha amada Marina Barros, no aeroporto, com direito a surpresa, extravasando toda saudade em um abraço apertado e um beijo inesquecível, deixou tudo mais lindo aqui nessa terra de grama verde e céu cinzento. Se algo na minha vida chegou perto de algum filme, foi isso.



3- A chegada em Dublin
A sensação de chegar é sensacional, além do alívio de ter sobrevivido uma longa viagem, tu já é bombardeado com um mundo de coisas novas nos primeiros minutos. Os olhos não param um segundo de absorver tudo que há de novo. No caminho para a acomodação, o trânsito, as pessoas, os pubs e até as casinhas de tijolo a vista com portas coloridas te dão vontade de sair andando por tudo. Spire, Trinity College, St. Stephens Green, Grafton Street e a região de Temple Bar são os passeios obrigatórios. O primeiro fim de semana já nos enche de expectativas e nos atira na cultura, música, moda e língua. A chegada é inesquecível. 


2- A Torre Eiffel 
Quem nunca imaginou estar ao lado da torre mais famosa do mundo? Eu já. Mas meus pensamentos nunca chegariam aos pés da realidade. Descendo na estação “Trocadéro”, que é estação para se pegar uma vista de reta mais afastada, Marina e eu (totalmente sem referência) começamos a andar e nos perguntar para que lado estaria a Torre. Quando de repente, e não mais que de repente, a parede termina, o terreno se abre e os olhos de ambos, após uma guinada de pescoço a esquerda, finalmente vão de encontro ao seu objetivo maior em Paris. A surpresa foi tanta que palavrões foram esbravejados, e o momento se tornou especial devido justamente, a distração seguida de um choque absurdo. É muito bom quando a realidade supera a expectativa. 



1- Sozinho no Salgado Filho 
Lembro que arrumei as malas na madrugada da minha vinda. Lembro que Marina dormia na minha cama sob efeitos rivotriviais para amenizar a tristeza do dia que ainda nem dava as caras por entre as nuvens. Lembro que dei um beijo em cada irmão. Lembro de um bilhete: “Toma cuidado! Vou sentir saudades, desculpa por gritar demais. Te amo! Beijos da tua irmãzinha. 19/06/13’’. Lembro do mimoso, a última voltinha que dei nele, lembro da rodoviária, um “até logo” doído, um abraço, um eu te amo e as lágrimas dela que nem todo rivotril do mundo poderiam segurar. Lembro que apaguei no ônibus, eu e minha mãe encontramos o Bira, tic tac. Lembro do almoço, lembro da farmácia, minha mãe me deixa perto de área de embarque e parte. Ai me sento sozinho, coloco os fones, “Its a fluke”, só olho em frente, escuto o balburdio do lugar, penso: “agora estou sozinho mesmo, agora vai acontecer’’. Não lembro mais nada. 


Espero que tenham curtido, em breve um texto mais ''a minha cara'', outro top 10, mas dessa vez de fails, fiquem no aguardo.

sábado, 21 de dezembro de 2013

6 meses

6 meses, 181 dias, 4.344 horas, 104.256 minutos, 6.255.360 segundos. Esse é tempo que completo de viagem hoje, e é uma data especial pois se trata exatamente da metade de tudo que aconteceu e ainda está por acontecer. Metade porque hoje ainda, trocamos nossas passagens para o dia 20 de junho de 2014, para testar os aeroportos brasileiros em plena copa e talvez chegar em um Brasil diferente do que deixamos.
Mas enfim, fazendo uma retrospectiva rápida, não consigo ainda definir se o saldo é positivo ou não, vou citar tudo que eu fiz de novo na minha e vida, e então, vocês podem tirar suas próprias conclusões. Vamos aos pontos:

Desde que cheguei dei a sorte de ficar com 3 acentos só para mim durante 12 horas de vôo
Tentei entrar no primeiro táxi pelo lado errado
No segundo também
Tomei todos os tipo de cerveja imagináveis
Descobri termos
Não entendi inglês
Não entendi de novo
No telefone é ainda pior
Achei que nunca ia achar um apartamento
Aluguei meu primeiro apartamento
Namorei a distância
Tive meu primeiro re-encontro romântico em um aeroporto
Morei sozinho
Morei com uma namorada
Joguei basquete com irlandeses
Joguei Futebol com irlandeses
Dancei tango com irlandesas
Fiz aulas de tango com uma argentina
Fui a um forró em um Pub irlandês e dancei
Aprendi a tocar violão
Toquei violão em um Pub lotado
Vi um panda
Tive o pior emprego do mundo
Desisti de um emprego (o pior do mundo) em 3 semanas
Fiquei desempregado
Fiz compras por catálogo
Comprei meu primeiro liquidificador
Fiz faxina (de verdade)
Aprendi a cozinhar bem
Fiz inúmeras entrevistas
Fui rejeitado em todas
Fui câmera men por uns dias
Dancei macarena em um karaoke
Estudei inglês
Fui suspenso
3 vezes
Briguei com o professor substituto
Algumas coisas nunca mudam
Andei de quase todos os meios de transporte
Me perdi
Me achei
Vi parques lindos
Vi a grama mais verde da minha vida
Vi a praia mais estranha da minha vida
Vi gente doida
Fiquei sabendo dos Knackers (adolescentes idiotas que atacam estrangeiros)
Sim, eles me atacaram (jogaram ovos)
Bebi
Bebi
Bebi
Vi meu primeiro dia terminar as 23:00
Vi (hoje) a noite chegar as 16:00
Tomei chuva
Muita chuva
Apreciei museus
Aprendi história
Senti a energia dos lugares
Viajei
Achei que ia morrer em um avião
Comi Snickers Versão sorvete
Descobri que minha cerveja favorita é a kilkenny
Descobri que a segunda é a Edinger
Descobri que nada se compara a uma bohemia bem gelada
Comi manteiga de amendoim
Quebrei o dedo
Fui atendido em casa as 5:30 da manhã por um médico Nigeriano
Utilizei o sistema público de saúde
Fiz atendimento a um senhor que desmaiou na minha frente no meio da rua
Chamei minha primeira ambulância
Tentaram nos roubar em um pub
Impedi nosso primeiro roubo em um pub
Terminei um namoro
Comecei de novo
Assisti um jogo das eliminatórias europeias
Vi Ibra ao vivo
Falcão Gárcia e o time do monaco passaram a 20cm de mim em Versalhes
Experimentei esportes irlandeses
Sou muito ruim
Conheci a França
Comi baguete e croissant
Descobri que sou viciado em queijo
Conheci a Holanda
aaaaah Holanda..
Conheci parte do Reino Unido
Descobri que eu sou muito brasileiro
Comprei roupas legais
Paguei a conta de um restaurante com moedas de 10 e 20 cents
Perdi a formatura da minha irmã
Resolvi fazer trabalho voluntário
Li 6 livros
Estudei de verdade
Fiz cursos completamente inúteis até agora
Valorizei minha profissão
Descobri que tenho amigos insubstituíveis
Dei risada
Ainda não chorei
Não desisti.

Para terminar, deixo um resumo visual para quem quiser ver, e vou escrever parte da letra da música que estou ouvindo no momento, para lembrar no futuro.


''Um menino caminha e caminhando chega no muro, e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar. Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia enfim, descolorirá''

























PARABÉNS VOCÊ CHEGOU AO FIM KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Amsterdam, Amsterdão, Amsteamo !

Amsterdam é demais. (ponto)

Coffee shop e promiscuidade que nada. A cidade é simplesmente linda. Anéis de água entre as ruas lembram Veneza, a delicadeza das casas estreitas, construídas dessa maneira para que,outrora, se pagasse  menos impostos pelo tamanho da faixada é simplesmente um esplendor arquitetônico, além de uma energia sensacional, que transpira história e muito mais!
Diferente de Paris, a cidade não tem ''marcas registradas'', é preciso entende-la como todo, e sugar tudo que ela tem a oferecer. E olha, não é pouco.

Foto: Marina Barros
Nossa viagem ainda teve a presença ilustre/hilária de Mateus Kerr. Alegrador de dias alheios.
Pois bem, foram três dias intensos, nossa primeira impressão da cidade foi: Perfeita. Nossa segunda impressão foi: Assustadora. Simplesmente temos carros, motos, bicicletas, bondes (o famoso TRAM) e pedestres dividindo a rua, e tudo isso para quem recém chegou parece muito sem sentido!

Foto: Marina Barros


Obs: Por duas vezes eu pedi ticket para o ''trem'' e não para o ''tram'', além disso pedi para ''three'' days, o que deixou as conversas bem confusas. (o trem é o que faz viagens internacionais, tram é o bondinho que roda pela roda pela cidade, o qual nos apelidamos de Luas, inspirados no bonde da nossa Dublin).

Foto: Marina Barros

Primeiro dia, conhecer a cidade e botar as aulas de história em dia. Casa da Anne Frank. Lugar pesado, cheio de energia, emociante, passeio imperdível. Imaginar que ela viveu por anos naquele casebre onde mal se consegue subir os degraus, e, estar no mesmo lugar onde ela escrevia suas páginas é sensacional.
Galeria do Rock, Museu do queijo e museu das tulipas. É pouco tempo, e muita variedade, escolhemos esses três e não nos arrependemos.(Principalmente porque quase jantamos devido as amostras grátis no museu do queijo)

Foto: Marina Barros

Foto: Marina Barros

Bom, Amsterdam é uma cidade muito visual e tem uma tremenda variedade, por isso vou fazer deste um post mais fotográfico. (Também porque daqui pra frente vai ter bastante peitinho)
Nosso dia começou muito culto e maravilhoso, apreciando a belíssima arte de Van Gogh, pasmem, até eu que não aprecio quadros me embasbaquei com o tamanho, as cores e os sombreamentos precisos. Ah, pra quem não sabe, Van Gogh é esse carinha ai ó. (Sim, ele adorava um auto-retrato, antes de mutilar a própria orelha eu suponho)


Do culto ao... Enfim, Museu do Sexo é simplesmente hilário. Desde estátuas robôs masturbadores até quadros de bundas peidantes (Sim, tomei uma peidada na cara) e bancos de pênis, tudo vale a pena. Uma hora de muito risada.






Hein, quem não gostaria de ''levar um bolo'' destes? kkkkk
Meu humor me admira por vezes. CASO LEGAL: no facebook jaz uma foto de um banco grotesco em forma de pênis+escroto. Antes de ''tirar o retrato'' uma senhorinha estava descansando no mesmo. Ao indagá-la sobre o conforto do objeto ela carinhosamente respondeu que não era nada mal, apesar de ser o maior par de bolas que ela já tinha isto. Querida.
Longo  dia pele frente. Spaghetti de almoço (eram 15h). E, caminhada pelas lindas ruas. Até chegarmos no Ice Bar. Uma experiencia bem diferente e interessante. Estar a -10ºC bebericando Heinekken em copos de gelo, com esculturas, bancos e filme 3D, vestindo roupas de esquimó/astronauta é algo marcante. Mas isso tudo dura pouco, afinal, quem diabos vai ficar bebendo cerveja a -10ºC por muito tempo?


Depois disso, conseguimos a proeza de andar muito tempo. Decidir pegar um Tram, pegar o tram errado, voltar tudo que andamos e ter que descer EXATAMENTE no mesmo lugar de onde viemos (Ice bar) e andar (novamente) até o centro. Até ai tudo bem, a cidade é pequena. O problema foi quando resolvemos andar até o suposto bairro bohemio, Jordaan. Se tivesse-mo nós seguido os conselhos da Dona Marlene Kerr, avó da Marina, não teríamos jamais adentrado um bar vazio, por mais bonitinho que ele fosse. Simplesmente não tinha NADA para comer. Minto. Havia queijo e amendoim. Pedimos o queijo, e parecia que era o ultimo queijo do lugar inteiro. Desde então desconfiamos que tomamos posse do queijo que o rapaz atendente, que jogava pokemon no gameboy, utilizaria em um suculento sanduíche. Nossa teoria conclui que o sanduíche não foi degustado com recheio e que nossa presença, já não é mais bem vinda.
Depois de falhar miseravelmente na busca por um barzinho legal na quinta, o negócio foi deixar pra Sexta resolver. E a Madame Tussaus resolveu, que coisa sensacional aqueles bonecos, é inacreditável como são reais. Depois da metade,confundia-se bonecos com pessoas,  pessoas com bonecos, uma loucura. A coisa toda ficou muito confusa, e é até assustador olhar bem de perto. George Clooney que o diga. Mas o ''traseiro'' da J-lo, faz jus a fama.









Adeus centro, olá natureza. E como é bom caminhar em meio a mata.Principalmente quando se tem um objetivo, principalmente se esse objetivo forem panquecas deliciosas. Assim foi nossa caminhada pelo amsterdamse Bos, uma grande área verde mais afastada do caos da cidade. Após 6km de trilha, por um pequeno caminho através do rio, está situado um restaurante secreto especializado em panquecas, com aves exóticas, veadinhos e uma decoração ótima, foi o prêmio perfeito. Bacon, queijo, presunto, molhos. Todos felizes, certo? Errado! Po Mateus, pedir panqueca de nutella para o almoço, e ainda reclamar que ela é apenas uma ''massa com nutella por cima'' não da né!

Foto: Marina Barros

Foto: Marina Barros



Ultima parada, hostel?! É isso ai, quando chegamos la no primeiro dia, a atendente nos deu o quarto errado, o que ocasionou muita espera e estresse, o que, por sua vez, ocasionou bebidas gratuitas para os três. yei! Então, antes de sairmos fomos aproveitar nossa regalia no bar do hostel. La, descobrimos que as sextas acontece uma Happy Hour, onde a Pint de cerveja custava apenas 2,10 (Em Dublin custa quase sempre mais de 5). Não é preciso falar que foi la mesmo que ficamos, até umas onze e meia. E não estávamos sozinhos neste bar, não. Dividimos o bar com uma penca de alemães. Eram cinco famílias que viajam juntos a quinze anos. Cada um de nos ficou conversando com um grupo deles, até porque eram muitos. E a minha parte acabou com os Alemães ''stalkiando'' a minha casa, casa da minha vó e pontos que eu gosto de Pelotas através do Google Street View. Engraçado é que eles achavam que nos morávamos em fazendas e falávamos espanhol, pode?
Saindo dessa confusão toda, fomos para a ultima parada, Red Light Distric.
Vitrines, mulheres gostosas dentro, te chamando e  dançando de roupa íntima e sensual. (PONTO)
Depois dessa noite louca, voltamos para dormir uma hora e meia, voltar de madrugada para Eindhoven, e pegar nosso voo de volta para Dublin.


Para fechar, gostaria de dizer que Amsterdam possui sim uma enorme variedade de coisas a se fazer, mas que apenas caminhar as margens do Amstel ou passar pelas ruazinhas e pontes, já é uma experiência marcante. Outra coisa que aprendi, é que para qualquer lugar que formos, saber a história, saber os porquês e entender o lugar faz tudo ter sentido, e transforma a experiência em algo muito mais forte.


ULTIMO SUSTO: Nosso pouso foi uma desgraça, ficamos girando 360º no ar por alguns minutos em altíssima velocidade, o que foi ótimo para o enjoo. Depois, na descida em si, parecia que estávamos sem piloto, balançava tudo, não havia a menos estabilidade, por dois segundos achei que tinha chego a minha hora. Quando finalmente pousou, depois de baques e sustos, todos levantaram e aplaudiram. E quando os passageiros levantam e aplaudem é porque o cagaço foi grande.

Ah, pros curiosos. Não, a maconha não fez falta nenhuma, definitivamente, falta nenhuma. E não nenhum de nós entrou em nenhuma vitrine do Red Light District.

THE END